Descrição/Resumo: Trata-se de um exame em que a fosfatase alcalina total é separada em suas isoenzimas – tipicamente diferindo as frações hepática, óssea, intestinal, placentária e outras. É um teste especial que identifica quanto da FA sérica provém do fígado e quanto dos ossos, etc. Útil quando há elevação de FA de origem incerta. Por exemplo, em um adulto com FA elevada e suspeita tanto de lesão hepática quanto óssea, o fracionamento esclarece a contribuição de cada tecido. A técnica pode envolver eletroforese ou precipitação seletiva. O resultado informa as percentagens ou qualitativo (predomínio de fração hepática vs óssea).
Preparação: Jejum de pelo menos 6 horas, especialmente para minimizar a fração intestinal (que aparece após refeições ricas em gordura). Evitar ingerir alimentos nas horas prévias.
Tipo de material: Amostra de sangue (soro).
Indicações principais: Determinar a origem de uma fosfatase alcalina elevada quando não está claro clinicamente. Por exemplo, um paciente idoso com FA moderadamente alta pode ter tanto doença óssea (pagética) quanto colestase leve – o fracionamento mostrará se a isoenzima predominante é a óssea ou a hepática. Também útil em gestantes – no final da gestação a placenta produz FA (fração placentária) e eleva a FA total; se necessário, o fracionamento identifica isso. Em certos tumores raros que produzem isoenzima placentária (“Regan isoenzyme” em neoplasias malignas), o fracionamento pode detectá-la. No geral, é um exame de segundo passo, solicitado após constatada FA elevada de etiologia ambígua, para guiar a investigação (ex.: distinguir doença óssea vs hepatobiliar).