Descrição/Resumo: Dosagem da atividade total de fosfatase ácida no soro (engloba todas as isoenzimas). Inclui a fração prostática e as origens não prostáticas (osteoclástica, plaquetária, hepática). Valores elevados podem indicar envolvimento de tecidos ricos em fosfatase ácida, como metástases ósseas (atividade osteoclástica aumenta), patologias da próstata (via PAP), doenças de armazenamento lisossomal, etc. Contudo, pela baixa especificidade, a fosfatase ácida total praticamente não é mais utilizada isoladamente – preferindo-se frações específicas conforme suspeita.
Preparação: Semelhante à fração prostática: jejum curto e evitar manipulações ou eventos que liberem a enzima (hemólise da amostra libera fosfatase ácida das hemácias; trauma ósseo recente pode elevar).
Tipo de material: Amostra de sangue (soro).
Indicações principais: Atualmente muito limitadas. No passado, câncer de próstata (elevação marcante da fosfatase ácida total devido à fração prostática + óssea nas metástases). Também poderia elevar na Doença de Paget óssea ou mieloma múltiplo (reabsorção óssea aumentada). Entretanto, com disponibilidade de marcadores mais específicos (PSA para próstata, fosfatase alcalina óssea ou outros para osso), este exame se tornou obsoleto. Hoje pode ser solicitado em investigação de raras doenças metabólicas ósseas ou em laboratórios que não dispõem de PSA, mas isso é pouco comum. Em resumo, não é frequentemente pedido na prática moderna, tendo valor histórico.