Descrição/Resumo: Exame que dosa o Sulfato de Deidroepiandrosterona (DHEA-S), um hormônio androgênico produzido principalmente pelas glândulas adrenais. O DHEA-S é um marcador importante da função do córtex adrenal e de estados hiperandrogênicos. Níveis elevados de DHEA-S no sangue podem indicar hiperplasia adrenal ou tumores adrenais secretores de andrógenos, pois diferentemente dos andrógenos ovarianos, o DHEA-S origina-se quase exclusivamente da adrenal. Já valores baixos podem aparecer em insuficiência adrenal. Como tem meia-vida longa e variação circadiana mínima, o DHEA-S é um parâmetro estável de produção androgênica adrenal.
Preparação: Jejum de 8 horas pode ser solicitado por alguns laboratórios, embora não seja estritamente necessário. Mulheres devem informar a fase do ciclo menstrual; idealmente coletar na fase folicular para melhor comparabilidade. Suspender, sob orientação médica, medicamentos esteroides ou hormonais que possam interferir.
Tipo de material: Amostra de sangue (soro).
Indicações principais: Investigação de hiperandrogenismo feminino – mulheres com sinais de excesso de andrógenos (hirsutismo, acne severa, virilização) têm DHEA-S medido para distinguir a causa adrenal vs. ovariana. Se o DHEA-S estiver muito alto, sugere fonte adrenal (p.ex., síndrome de Cushing adrenal ou tumor virilizante de adrenal), já que ovários produzem pouco DHEA-S. É solicitado junto com testosterona e androstenediona na avaliação de síndrome dos ovários policísticos ou suspeita de tumor adrenal androgênico. Também é usado no diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita de início tardio, em que a DHEA-S pode elevar-se. Em homens, pode ser pedido na investigação de puberdade precoce adrenal. Além disso, DHEA-S serve como marcador geral da produção adrenal – níveis muito baixos podem ajudar a confirmar insuficiência adrenal (apesar de não ser um teste de escolha). Resumindo: é indicado para avaliar a produção de andrógenos pelas adrenais, principalmente em quadros de hirsutismo/virilização ou disfunções adrenais.