Descrição/Resumo: É um exame microbiológico em que se coleta material da secreção da orofaringe (garganta) com um swab (cotonete estéril) para cultivo de micro-organismos. O objetivo é identificar infecções bacterianas na faringe, principalmente pelo Streptococcus do grupo A (Streptococcus pyogenes), causador da faringitis estreptocócica. A cultura de orofaringe é considerada padrão-ouro para diagnóstico de amigdalite bacteriana estreptocócica. Se houver crescimento de patógenos na placa de cultura, o laboratório realiza testes para identificação e antibiograma.
Preparação: Idealmente, o paciente não deve usar enxaguantes bucais ou antibióticos tópicos/orais antes da coleta (por pelo menos 4–5 dias, se possível), pois podem inibir o crescimento bacteriano. Recomenda-se não ingerir alimentos ou líquidos cerca de 2 horas antes da coleta para evitar resíduos. A coleta é feita pelo profissional: o paciente abre bem a boca, e o coletor fricciona a tonsila e parede faríngea posterior com o swab, evitando tocar língua ou bochechas.
Tipo de material: Secreção da garganta (orofaringe), obtida por swab estéril, que é então enviado em meio de transporte adequado ao laboratório microbiológico.
Indicações principais: Diagnóstico de faringite bacteriana, especialmente para confirmação de infecção estreptocócica em pacientes com dor de garganta, febre, exsudato amigdaliano ou escarlatina. É indicado quando se suspeita de amigdalite estreptocócica (para orientar necessidade de antibióticos) – principalmente em crianças e adolescentes, a cultura positiva para Streptococcus do grupo A confirmar a etiologia. Também pode ser realizado em casos de faringites de repetição para identificar portadores de estreptococo. Menos frequentemente, a cultura de orofaringe pode isolar outros patógenos (Corynebacterium diphtheriae na suspeita de difteria, Neisseria gonorrhoeae em faringites gonocócicas, etc.). Em suma, é solicitado em quadros de dor de garganta suspeitos de origem bacteriana, para guiar o tratamento adequado.