Descrição/Resumo: Dosagem do colesterol de baixa densidade (LDL), popularmente chamado “colesterol ruim”. O LDL transporta colesterol do fígado para os tecidos e, em excesso, se deposita nas paredes das artérias, contribuindo para placas de ateroma. Assim, o nível de LDL no sangue é o principal fator preditor de risco cardiovascular. Em geral, recomenda-se LDL abaixo de determinados alvos conforme o risco do paciente (por exemplo, < 130 mg/dL em indivíduos de baixo risco; < 70 mg/dL em alto risco). Valores elevados de LDL indicam maior propensão a aterosclerose e doenças como infarto e AVC.
Preparação: Semelhante ao colesterol total. Pode ser realizado sem jejum prolongado, mas idealmente evitar comer gorduras nas horas prévias. Tradicionalmente era calculado após jejum de 12h (pela fórmula de Friedewald), porém muitos laboratórios medem ou calculam LDL mesmo sem jejum. Siga as orientações gerais de dieta equilibrada nos dias anteriores e abstinência de álcool/exercícios intensos.
Tipo de material: Amostra de sangue (soro). O LDL é muitas vezes calculado a partir de colesterol total, HDL e triglicérides (fórmula), ou medido diretamente por métodos enzimáticos.
Indicações principais: Estratificação de risco cardiovascular – a dosagem de LDL é crucial para decidir intervenções preventivas. Solicitado em conjunto com colesterol total, HDL e triglicérides nos perfil lipídico de rotina. Indispensável no acompanhamento de pacientes em tratamento para hipercolesterolemia (alvo do tratamento são as metas de LDL). Também é indicado em suspeita de hipercolesterolemia familiar ou outras dislipidemias genéticas, onde o LDL atinge níveis muito altos. Em suma, qualquer paciente em avaliação de risco de doença cardíaca terá o LDL dosado, sendo o parâmetro-chave para indicar dieta, exercícios ou medicamentos hipolipemiantes.