Descrição/Resumo: A osmolalidade mede a concentração osmótica de partículas em um líquido, expressa em mOsm/kg. Pode ser medida no soro sanguíneo ou na urina. A osmolalidade sérica reflete a concentração de sódio, glicose, ureia principalmente, indicando o estado de hidratação e equilíbrio eletrolítico. Já a osmolalidade urinária indica a capacidade de concentração/diluição dos rins. Esses testes são usados para avaliar distúrbios hidro-eletrolíticos: por exemplo, diferenciar tipos de hiponatremia (hiponatremia hipotônica vs não hipotônica). Valores normais de osmolalidade sérica ~285-295 mOsm/kg. Osmolalidade urinária varia conforme ingestão de água (100–900 mOsm/kg).
Preparação: Para osmolalidade sérica, nenhuma especial – apenas colher sangue. Para osmolalidade urinária, pode ser pedida em amostra isolada ou 24h, às vezes com preparos específicos (por exemplo, Teste de Restrição Hídrica para avaliar diabetes insípido – paciente fica sem ingerir água por período e colhe urina e sangue sequenciais). Mas isoladamente, uma amostra aleatória pode ser colhida sem preparo.
Tipo de material: Amostra de sangue (soro) para osmolalidade plasmática; e/ou amostra de urina (frasco limpo) para osmolalidade urinária.
Indicações principais: Investigação de distúrbios do sódio e equilíbrio hídrico. Por exemplo, em um paciente com hiponatremia, dosar osmolalidade sérica e urinária ajuda a determinar a causa: se osmolalidade sérica está baixa (hipotônica) e urina alta, indica síndrome da secreção inapropriada de ADH (SIADH) ou hiponatremia euvolêmica; se urina baixa (diluída), indica polidipsia primária; se osmolalidade sérica normal ou alta com hiponatremia, indica pseudohiponatremia ou hiperglicemia. Também fundamental no diagnóstico de diabetes insípido – no DI central ou nefrogênico, o paciente não concentra urina (osmolalidade urinária permanece baixa mesmo com soro hiperosmolar e desidratação). Acompanha-se a osmolalidade plasmática e urinária durante testes de privação hídrica ou administração de ADH. Além disso, usado em intoxicações (por ex., a diferença entre osmolalidade medida e calculada – gap osmolar – pode sugerir presença de álcoois tóxicos). Em cuidados intensivos, pode ser monitorada para guiar terapia hiperosmolar (ex.: manitol). Em resumo, indica-se quando se avaliam alterações de sódio, suspeita de SIADH, diabetes insípido, desidratação grave, intoxicações osmoticamente ativas, etc., fornecendo dados sobre a concentração de solutos no sangue e desempenho renal em concentrar urina.