Descrição/Resumo: A fosfatase ácida é uma enzima presente em vários tecidos. A fração prostática da fosfatase ácida (PAP) é produzida pela próstata. Historicamente, antes do PSA, a dosagem de fosfatase ácida prostática era usada como marcador de câncer de próstata metastático – frequentemente elevava-se em doença avançada, especialmente com metástases ósseas. Hoje caiu em desuso clínico, mas ainda pode ser utilizada em situações especiais. PAP elevada sugere comprometimento prostático avançado. Contudo, outros tecidos (fígado, plaquetas, osteoclastos) têm fosfatase ácida não prostática, então o teste específico deve isolar a fração prostática.
Preparação: Jejum de 8 horas pode ser pedido. Importante: deve-se evitar manipulação da próstata antes do exame – por exemplo, não realizar toque retal, massagem prostática ou ejaculação nas 48 horas anteriores, pois isso pode elevar temporariamente a PAP.
Tipo de material: Amostra de sangue (soro), analisada por métodos enzimáticos inibindo-se as frações não prostáticas ou por imunoensaio específico para isoenzima prostática.
Indicações principais: Avaliação complementar no câncer de próstata – embora substituída amplamente pelo PSA, a fosfatase ácida prostática ainda pode ser empregada para indicar extensão metastática óssea em casos de câncer de próstata já diagnosticado (PAP muito elevada sugere doença óssea extensa). Às vezes, é solicitada no acompanhamento de pacientes com carcinoma de próstata resistente para ver evolução (em conjunto com PSA). Também possuía uso forense no passado (detecção de líquido seminal em casos criminais, já que PAP é abundante no sêmen). Hoje, clinicamente, é rara a indicação rotineira – restrita talvez a laboratórios especializados ou pesquisa. Assim, resumindo, a PAP está indicada praticamente apenas no contexto de neoplasia prostática avançada, como marcador adicional de prognóstico.