Descrição/Resumo: Exame que quantifica a elastase pancreática nas fezes, uma enzima produzida pelo pâncreas exócrino. É um teste não invasivo para avaliar insuficiência pancreática exócrina. A elastase 1 é secretada pelo pâncreas e, por ser pouco degradada ao passar pelo intestino, sua concentração nas fezes reflete a capacidade exócrina pancreática. Valores baixos de elastase fecal indicam insuficiência pancreática (por exemplo, em pancreatite crônica avançada, fibrose cística, ou após pancreatectomia), enquanto valores normais praticamente excluem insuficiência significativa. Trata-se de um exame de fezes bastante estável (não é influenciado por dieta ou suplementos enzimáticos).
Preparação: Nenhuma preparação específica. Coletar amostra de fezes, de preferência espontânea (não usar laxantes). Quantidade pequena (~5 gramas) é suficiente. Evitar contaminação com urina. O paciente não precisa suspender enzimas pancreáticas suplementares antes do exame, pois os kits de teste medem especificamente elastase humana.
Tipo de material: Amostra de fezes (normalmente um único coletor plástico limpo).
Indicações principais: Diagnóstico de insuficiência pancreática exócrina. É indicado para pacientes com esteatorreia (diarreia gordurosa), perda de peso e suspeita de insuficiência pancreática (como na fibrose cística, pancreatite crônica, diabetes de longa data ou síndrome de Shwachman-Diamond). Níveis de elastase fecal < 200 µg/g indicam insuficiência pancreática moderada a grave. Auxilia no manejo de doenças pancreáticas – por exemplo, confirmar que sintomas de má digestão são devidos à baixa produção enzimática pancreática. Também pode ser utilizado no acompanhamento se o paciente está respondendo à terapia de reposição enzimática (valores permanecem baixos mas o objetivo é melhora clínica). Em suma, sempre que há sinais de má digestão/má absorção e suspeita de pâncreas insuficiente, este exame é solicitado por ser simples e confiável.