Descrição/Resumo: Medição do colesterol de muito baixa densidade (VLDL), uma lipoproteína produzida pelo fígado que carrega principalmente triglicerídeos. O VLDL é transformado em LDL na circulação; portanto, níveis elevados de VLDL geralmente significam triglicérides altos e estão associados também a risco cardiovascular. Em si, o VLDL não é medido rotineiramente de forma isolada, mas pode ser calculado (aprox. triglicérides/5, quando triglicérides ≤400 mg/dL). Valores normais de VLDL são ~5–40 mg/dL. Níveis elevados indicam hipertrigliceridemia e risco de pancreatite (se muito altos) e contribuem para síndrome metabólica.
Preparação: Mesmo preparo do perfil lipídico. Pode requerer jejum de 12h para garantir triglicérides estáveis, ou ser calculado sem jejum se triglicérides estiverem em faixa normal. Evitar álcool por 3 dias antes, pois álcool eleva triglicérides (portanto VLDL).
Tipo de material: Amostra de sangue (soro). Na prática, o VLDL é geralmente fornecido no relatório como valor derivado.
Indicações principais: É usualmente fornecido como parte do lipidograma completo (colesterol total e frações). É usado na avaliação de dislipidemia combinada e hipertrigliceridemia. Por exemplo, em pacientes com triglicérides muito altos, o VLDL é elevado e pode ajudar a monitorar a melhora com tratamento. Além disso, na síndrome metabólica ou diabetes, o VLDL costuma subir. Embora não seja o alvo principal (foco recai no LDL e triglicérides), o VLDL alto sinaliza desbalanço lipídico de origem metabólica. Portanto, é indicado de forma implícita sempre que se pede perfil lipídico, especialmente se triglicérides > 150 mg/dL.