Descrição/Resumo: É a medição das bilirrubinas total, direta e indireta em recém-nascidos, exame fundamental nos primeiros dias de vida para detectar e avaliar a icterícia neonatal. Em bebês, a bilirrubina (especialmente a indireta) tende a elevar-se após o nascimento (icterícia fisiológica), mas níveis muito altos podem causar kernicterus. O teste neonatal de bilirrubinas quantifica o grau de hiperbilirrubinemia e ajuda a diferenciar se a icterícia é predominantemente indireta (fisiológica, amamentação ou hemólise) ou direta (patológica). Valores normais variam conforme a idade pós-parto (ex.: em bebês a termo, até ~10–12 mg/dL no 2º-3º dia) . O principal objetivo é determinar a gravidade da icterícia e guiar a necessidade de fototerapia ou investigação de causas patológicas.
Preparação: Nenhum preparo específico. A coleta geralmente é feita por punção capilar (pequena picada no calcanhar do bebê) ou venosa, idealmente antes da mamada. Não é necessário jejum no RN (mantém-se alimentação normal).
Tipo de material: Amostra de sangue do recém-nascido (soro). Pode ser capilar (teste rápido via aparelho transcutâneo ou fita) para triagem, mas o exame laboratorial envolve soro.
Indicações principais: Realizado rotineiramente em recém-nascidos com icterícia visível ou com fatores de risco (incompatibilidade sanguínea materno-fetal, prematuridade, etc.). Auxilia a identificar icterícia neonatal patológica – por exemplo, níveis muito altos de bilirrubina indireta (risco de kernicterus) ou elevação da bilirrubina direta (sinal de colestase neonatal, como atresia de vias biliares). Em resumo, é indicado para monitorar icterícia nos primeiros dias de vida e decidir tratamento (fototerapia, exsanguineotransfusão) de acordo com os valores obtidos. Todos os bebês visivelmente ictéricos, especialmente <24h de vida ou com icterícia intensa/prolongada, devem ser testados.